Era quase meia noite quando ela acendeu o último cigarro do dia, esperando que o sono batesse para então se deitar. Na janela de seu quarto ela refletia olhando para o efeito do cigarro se queimando... círculos de fumaça pairavam no ar. Relembrou de uns fatos que se passaram com ela, não fazia muito tempo.
E uma lembrança trazia outra. E o sono que já não vinha mais, recordou das pessoas que um dia conviveu, e o que ela construiu e se sentiu sozinha.
Sentimentos reprimidos, mas que em momentos ela não conseguia conter.
Uma brisa da noite bateu em sua fria pele. Era como se alguem tivesse dito seu nome ao longe e tivesse ecoado até ela.
Deu uma longa tragada em seu LM e imaginou da onde estaria vindo esse vento. O que estaria trazendo?
Não se definiria um sentimento bom muito menos ruim, e esperou que passasse novamente.
Olhando para o céu, deparou com uma Lua Cheia, que fez a relembrar de quando era observada de tão longe. E assim, a brisa voltou estremecendo o seu corpo todo.
Que estaria trazendo?
E as lágrimas rolaram abaixo. Se sentiu uma tola a acreditar que apenas uma brisa seria algum sinal divino, ou alívio, e deu mais um trago dando um interno sorriso.
"Por que chorar? isso não vai me ajudar!"
Mas ao contrario do que falava, seu coração não sentia. Um desespero percorreu o teu corpo na passagem da brisa novamente. Ela não se sentia bem havia muito tempo, e esses momentos de solidão aumentava gradativamente no seu cotidiano.
Ela não conseguiria suportar passar por essas tristezas todo dia, e esperando que na manhã seguinte melhorasse. E ao cair da noite, sua esperança estava cada vez menor.
Jogou seu cigarro do quinto andar e observou os pulos que dava até se apagar completamente. E assim, ela caiu. Se jogou. E no momento que caía sorriu, e pediu para que a brisa a levasse para o lugar que ela deveria estar.
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