Minha mãe do céu,
eu me pergunto por que?
tanto conflito me apareceu
eu me pergunto por que?
não sei o que sinto
o que deve sentir
somente pressinto
que torna a persistir
uma louca dor
que bate profundo
mas um sentimento por...
...que não diz tudo!
Esse sentimento
o que parece ser?
é de novo um pressentimento
de querer em rever (...)?
Não, acredito que não.
Imagino que seja mais
uma mera ilusão
De rever (...) jamais.
Logo agora que encontrei
mesmo que por um tempo
mas me reecontrei
meu Eu perdido ai dentro
Quase perdi as esperenças,
até que um dia te conheci
e dentro houve essa mundança
uma paz interior eu percebi
Acredito que reencontrei
o Meu eu em você...
____________________________________________________________________________________________
(Estava ouvindo essa música hoje, sei la deu pra fazer no restinho do dia, após muitos relatórios e monografias. É dificil agora "perder tempo" escrevendo contos e poesias. Mas não abandonarei jamais. )
Ah. Ainda não esqueci dos contos prometidos... hehehe
(ps. Coloquei um comentário ao conto (Noites de Sextas feira), pra caso alguem achar coisas... rsrs)
http://andreeeliza.blogspot.com/2010/05/memorias-de-sextas-feira.html#comments
terça-feira, 28 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Gostava Tanto de Você
Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate
E eu
Gostava tanto de você
Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você...
E eu
Gostava tanto de você
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu, morreu na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão, que em minha porta bate
E eu
Gostava tanto de você
Eu corro fujo desta sombra
Em sonhos vejo este passado
E na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
o pensamento em você...
E eu
Gostava tanto de você
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
EXPERIÊNCIAS
Já acreditei em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, quando meus pais tentavam se vestir de bom velhinho e esconder os ovos no ninho que fiz com tanta dedicação na noite anterior.
Dei um tapa de ciúmes quando meu irmão nasceu. Roubei moedinhas das calças do meu pai, no roupeiro da lavanderia. Já me perdi dos meus pais. Pixei meu nome na escola, principalmente dentro de um coraçãozinho junto do nome do menino que sentava na minha frente.Fiz cosquinha na minha mãe pra ela parar de pedir a arrumação do meu quarto. Já coloquei tantos chicletes que conseguia na boca para tentar fazer a maior bola do mundo. Conversava comigo no espelho e praticava beijos com gelo num copo de vidro, até brinquei de ser bruxa. Já briguei com meu irmão pra sentar no banco da frente do carro.
Gostava de andar nas listas escuras do calçadão, e se alguém viesse em minha direção, eu não desviava (exceto os idosos). Brincava de esconde-esconde e sempre me escondia no guarda roupa da minha mãe, atrás dos vestidos. Já tive medo do escuro, saia e voltava correndo pro meu quarto com medo de homens com metralhadoras na cozinha. Me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, tocava a campainha e saia correndo, e quando me viam, pedia água. Já roubei o carro do meu pai, e fui visitar amigos. Já levei picadas de um enxame de abelhas quando tentei pegar a bola de uma árvore.
Já usei óculos escuro para esconder um olho roxo. Disse que gostava de alguém só para ter assunto na roda das meninas. Raspava o fundo da panela antes do bolo assar. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Fugi de casa pra sempre, e voltei, querendo fugir de novo. Fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já briguei no colégio, rolando pela escadaria.
Já cortei meu cabelo, e fingir ser moleque na rua. Subi um prédio e vi a cidade por cima. Vivi coisas ditas proibidas, e me senti a pessoa mais corajosa do mundo. Já tremi de raiva e nervoso, e senti dor na garganta de vontade de chorar e não poder mostrar fraqueza. Chorei por ver amigos partindo.
E já morri de amor, e já renasci ao ver um novo sorriso lindo...
(Já pude ficar escrevendo páginas e mais páginas...)
Dei um tapa de ciúmes quando meu irmão nasceu. Roubei moedinhas das calças do meu pai, no roupeiro da lavanderia. Já me perdi dos meus pais. Pixei meu nome na escola, principalmente dentro de um coraçãozinho junto do nome do menino que sentava na minha frente.Fiz cosquinha na minha mãe pra ela parar de pedir a arrumação do meu quarto. Já coloquei tantos chicletes que conseguia na boca para tentar fazer a maior bola do mundo. Conversava comigo no espelho e praticava beijos com gelo num copo de vidro, até brinquei de ser bruxa. Já briguei com meu irmão pra sentar no banco da frente do carro.
Gostava de andar nas listas escuras do calçadão, e se alguém viesse em minha direção, eu não desviava (exceto os idosos). Brincava de esconde-esconde e sempre me escondia no guarda roupa da minha mãe, atrás dos vestidos. Já tive medo do escuro, saia e voltava correndo pro meu quarto com medo de homens com metralhadoras na cozinha. Me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, tocava a campainha e saia correndo, e quando me viam, pedia água. Já roubei o carro do meu pai, e fui visitar amigos. Já levei picadas de um enxame de abelhas quando tentei pegar a bola de uma árvore.
Já usei óculos escuro para esconder um olho roxo. Disse que gostava de alguém só para ter assunto na roda das meninas. Raspava o fundo da panela antes do bolo assar. Já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Fugi de casa pra sempre, e voltei, querendo fugir de novo. Fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já briguei no colégio, rolando pela escadaria.
Já cortei meu cabelo, e fingir ser moleque na rua. Subi um prédio e vi a cidade por cima. Vivi coisas ditas proibidas, e me senti a pessoa mais corajosa do mundo. Já tremi de raiva e nervoso, e senti dor na garganta de vontade de chorar e não poder mostrar fraqueza. Chorei por ver amigos partindo.
E já morri de amor, e já renasci ao ver um novo sorriso lindo...
(Já pude ficar escrevendo páginas e mais páginas...)
terça-feira, 8 de junho de 2010
You know I WAS such a fool for you.
Linger
If you, if you could return, don't let it burn, don't let it fade.
I'm sure I'm not being rude, but it's just your attitude,
It's tearing me apart, It's ruining everything.
I swore, I swore I would be true, and honey, so did you.
So why were you holding her hand? Is that the way we stand?
Were you lying all the time? Was it just a game to you?
But I'm in so deep. You know I'm such a fool for you.
You got me wrapped around your finger, ah, ha, ha.
Do you have to let it linger? Do you have to, do you have to,
Do you have to let it linger?
Oh, I thought the world of you.
I thought nothing could go wrong,
But I was wrong. I was wrong.
If you, if you could get by, trying not to lie,
Things wouldn't be so confused and I wouldn't feel so used,
But you always really knew, I just wanna be with you.
If you, if you could return, don't let it burn, don't let it fade.
I'm sure I'm not being rude, but it's just your attitude,
It's tearing me apart, It's ruining everything.
I swore, I swore I would be true, and honey, so did you.
So why were you holding her hand? Is that the way we stand?
Were you lying all the time? Was it just a game to you?
But I'm in so deep. You know I'm such a fool for you.
You got me wrapped around your finger, ah, ha, ha.
Do you have to let it linger? Do you have to, do you have to,
Do you have to let it linger?
Oh, I thought the world of you.
I thought nothing could go wrong,
But I was wrong. I was wrong.
If you, if you could get by, trying not to lie,
Things wouldn't be so confused and I wouldn't feel so used,
But you always really knew, I just wanna be with you.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Memórias de sextas-feira
Camila não dormiu bem. Não que esperasse uma noite tranquila. Estava tão perturbada com o que tinha acontecido na noite anterior. Sentou-se e pôs a memória a funcionar e se lembrou de como foi sua sexta-feira.
Estava saindo da faculdade, e como de costume, passou em um lugar para comprar alguma janta pronta, voou com o carro para a Av. São Paulo, num conjunto habitacional onde seu namorado morava. Se sentia bem todas a vezes que a beijava, e era habitual sentir aquele friozinho na barriga toda vez que ele acariciava seus cabelos. Fazia pouco tempo que o conhecia, se combinavam tão bem que acreditava que eram almas gêmeas.
Lucas, não estava feliz ao ve-la. Não a tinha tratado nada bem, ao entrar pela casa pedindo um abraço, do contrário avisou que era necessário uma conversa séria.
Em um despejo de sentimentos, ele contou. Tinha encontrado outra mulher. Era o que ela conseguia se lembrar. não lembrava de como voltou para casa, entre vários flash, de ter ido em um buteco para afundar as mágoas nos copos de vodka.
A dor de cabeça, avisou que precisava se levantar, se arrumar para ir à aula, e enfrentar professores maus-humurados e amigas animadas a contar da noite de sexta feira nas boates da vida. Se ela ficasse um minuto a mais, a pensar no que lhe ocorreu, pioraria sua tristeza. Se levantou e deixou-se levar pelos minutos do dia, até cair a noite e agitar com as amigas.
A noite transcorreu, e ainda naquele estado "alfa", não estava animada para conhecer outros rapazes que se ofereciam para bater um papo. Um rapaz perto do balcão se aproximou e ela o olhou com desdém, e nem fez questão de tentar responder as perguntas que eram cretinas demais para aquele momento. Decidiu beber e não se preocupar com as situação. Passadas doses e mais doses de wisky, não lembrando mais o que te aflingia, se aproximou do homem e o beijou quase que desesperamente.
Ouviu falar que a bebida deixava as pessoas mais bonitas, mas o homem era certamente diferente, uma barba cerrada e cabelos compridos, o que ela sempre procurava. Gostou do beijo de Miguel, das pegadas, e do jeito engraçado de contar de como ele era. A noite passou quase voando, e ao voltar para casa, as 6 da manhã, ele retorna a ligação dizendo toda aquela conversa que um mulher fragilizada e carente gosta de ouvir.
Passou uma semana, e outra, e mais outra, e os dois se encontravam em todas as ocasiões que tinham na cidade. Camila percebia que ele era a pessoa mais complicada que já havia conhecido, e era o que mais gostava dele. A companhia desse novo homem na sua vida, a fazia feliz, mas sempre acontecia coisas para lembrar-se de Lucas.
Passaram alguns meses, quando recebeu uma mensagem no celular, pedindo desculpas e uma outra chance. Seu mundo revirou mais uma vez, indecisão era o que sentia, mas não queria deixar de rever sua paixão antiga. Pegou um moto-taxi e se sentiu a mais amada das mulheres, em mais uma sexta-feira de sua vida.
Sábado chegou e Lucas queria se reencontrar com Camila, embora ela tinha prometido ao "Cabeludo" que iriam a um show juntos. Palavra é promessa, mentiu ao Lucas, e decidiu se encotrar com o novo paquera. E assim, foi seguindo seus dias, um dia com o Lucas e outro dia com o cabeludo. O que é bom demais, dura pouco, era que sua mãe dizia, iria acabar ficando sem os dois. Mas ela não queria deixar ou escolher, pois a personalidade de um era um mistério para ela, que deixava-a cada vez mais excitada. E a paixão antiga e renovada do Lucas, não deixava esquecer dos momentos cada vez mais maravilhosos.
Acabados as rotinas da semana, sexta-feira chegou, dia do Lucas, e o que ela mais temia aconteceu. O cabeludo a viu beijando loucamente outra homem. E como esperado, não pôde fazer nada. Se acomodou na situação com o Lucas. Os dias se passaram, e toda vez que se encontravam, ela percebia seus defeitos e o comparava com do Miguel. Vezes ou outra encontrava o cabeludo nas noites, mas não se atrevia a iniciar uma conversa. O arrependimento a corroía, decidiu então ter a ultima noite com Lucas. Lucas era companheiro, engraçado, amoroso, tocava violão e cantava pra ela, um exemplo de romântico, mas era em Miguel que sentia uma atração incontrolável.
Sem chances, sem opções de reaver alguma coisa com ele, optou por tentar esquece-los, e encontrar um novo amor, e se não tivesse sorte, se divertir na vida de solteira.
Mas uma sexta feira veio, e por consequencia mais uma surpresa, estranha por se dizer. Ela chamou uma amiga de muito anos, para se divertir em um local da cidade, e no fundo havia uma esperança de encontrar Miguel, o que não aconteceu. Não se importou com as situações e tentou se divertir com a amiga como podia. A noite acabou e decidiram dormir juntas.
Era uma noite fria, enrroladas num endredon se abraçavam e ria das atitutes e situações que elas já tiveram nas inúmeras saídas com os homens. E em um abraço e outro, Camila sentia uma coisa estranha, um sentimento gostoso, uma certa atração pela amiga. O cheiro de seus cabelos, a faziam ter uma vontade incontrolável de sentir seus lábios. A bebida deixaram-as alegres, e desprendidas de medo, e o sentimento pareceu ser mútuo. Camila nunca tinha beijado uma menina antes. Mas o beijo molhado de sua amiga deixou-a conturbada, e ao mesmo tempo ansiosa em saber o que estava acontecendo com ela.
Sentimentos a inundava, memórias e situações que lhe aconteceram não muito tempo passavam pela cabeça como trailers de filme, e ela se sentiu livre, lembrou-se de tudo que havia passado, como coisas boas, e que não gostaria de tê-los novamente. E se entregou para uma nova atração. Toda a forma de carinho que ela precisava ela teve com sua amiga. O tesão que as duas sentiam foi aumentando, inesperamente, surprendentemente, e quase loucamente.
No quarto ao lado dos pais de Camila, elas se abraçavam, sem nenhuma palavra, sem desculpas, sem arrependimento, conseguiram dormir. Dormiu como a muito tempo não dormia. Mas, a sexta feira tinha acabado, e o novo dia estava amanhaçendo.
Sua vida tinha voltado ao normal. Mas ela não se sentia normal. Um tanto liberta de suas frustrações, de medos, de sentimentos reprimidos, de amores inacabados e com uma vontade louca de deixar passar a semana, e encontrar-se satisfeita nas surpresas de sexta feira novamente.
Estava saindo da faculdade, e como de costume, passou em um lugar para comprar alguma janta pronta, voou com o carro para a Av. São Paulo, num conjunto habitacional onde seu namorado morava. Se sentia bem todas a vezes que a beijava, e era habitual sentir aquele friozinho na barriga toda vez que ele acariciava seus cabelos. Fazia pouco tempo que o conhecia, se combinavam tão bem que acreditava que eram almas gêmeas.
Lucas, não estava feliz ao ve-la. Não a tinha tratado nada bem, ao entrar pela casa pedindo um abraço, do contrário avisou que era necessário uma conversa séria.
Em um despejo de sentimentos, ele contou. Tinha encontrado outra mulher. Era o que ela conseguia se lembrar. não lembrava de como voltou para casa, entre vários flash, de ter ido em um buteco para afundar as mágoas nos copos de vodka.
A dor de cabeça, avisou que precisava se levantar, se arrumar para ir à aula, e enfrentar professores maus-humurados e amigas animadas a contar da noite de sexta feira nas boates da vida. Se ela ficasse um minuto a mais, a pensar no que lhe ocorreu, pioraria sua tristeza. Se levantou e deixou-se levar pelos minutos do dia, até cair a noite e agitar com as amigas.
A noite transcorreu, e ainda naquele estado "alfa", não estava animada para conhecer outros rapazes que se ofereciam para bater um papo. Um rapaz perto do balcão se aproximou e ela o olhou com desdém, e nem fez questão de tentar responder as perguntas que eram cretinas demais para aquele momento. Decidiu beber e não se preocupar com as situação. Passadas doses e mais doses de wisky, não lembrando mais o que te aflingia, se aproximou do homem e o beijou quase que desesperamente.
Ouviu falar que a bebida deixava as pessoas mais bonitas, mas o homem era certamente diferente, uma barba cerrada e cabelos compridos, o que ela sempre procurava. Gostou do beijo de Miguel, das pegadas, e do jeito engraçado de contar de como ele era. A noite passou quase voando, e ao voltar para casa, as 6 da manhã, ele retorna a ligação dizendo toda aquela conversa que um mulher fragilizada e carente gosta de ouvir.
Passou uma semana, e outra, e mais outra, e os dois se encontravam em todas as ocasiões que tinham na cidade. Camila percebia que ele era a pessoa mais complicada que já havia conhecido, e era o que mais gostava dele. A companhia desse novo homem na sua vida, a fazia feliz, mas sempre acontecia coisas para lembrar-se de Lucas.
Passaram alguns meses, quando recebeu uma mensagem no celular, pedindo desculpas e uma outra chance. Seu mundo revirou mais uma vez, indecisão era o que sentia, mas não queria deixar de rever sua paixão antiga. Pegou um moto-taxi e se sentiu a mais amada das mulheres, em mais uma sexta-feira de sua vida.
Sábado chegou e Lucas queria se reencontrar com Camila, embora ela tinha prometido ao "Cabeludo" que iriam a um show juntos. Palavra é promessa, mentiu ao Lucas, e decidiu se encotrar com o novo paquera. E assim, foi seguindo seus dias, um dia com o Lucas e outro dia com o cabeludo. O que é bom demais, dura pouco, era que sua mãe dizia, iria acabar ficando sem os dois. Mas ela não queria deixar ou escolher, pois a personalidade de um era um mistério para ela, que deixava-a cada vez mais excitada. E a paixão antiga e renovada do Lucas, não deixava esquecer dos momentos cada vez mais maravilhosos.
Acabados as rotinas da semana, sexta-feira chegou, dia do Lucas, e o que ela mais temia aconteceu. O cabeludo a viu beijando loucamente outra homem. E como esperado, não pôde fazer nada. Se acomodou na situação com o Lucas. Os dias se passaram, e toda vez que se encontravam, ela percebia seus defeitos e o comparava com do Miguel. Vezes ou outra encontrava o cabeludo nas noites, mas não se atrevia a iniciar uma conversa. O arrependimento a corroía, decidiu então ter a ultima noite com Lucas. Lucas era companheiro, engraçado, amoroso, tocava violão e cantava pra ela, um exemplo de romântico, mas era em Miguel que sentia uma atração incontrolável.
Sem chances, sem opções de reaver alguma coisa com ele, optou por tentar esquece-los, e encontrar um novo amor, e se não tivesse sorte, se divertir na vida de solteira.
Mas uma sexta feira veio, e por consequencia mais uma surpresa, estranha por se dizer. Ela chamou uma amiga de muito anos, para se divertir em um local da cidade, e no fundo havia uma esperança de encontrar Miguel, o que não aconteceu. Não se importou com as situações e tentou se divertir com a amiga como podia. A noite acabou e decidiram dormir juntas.
Era uma noite fria, enrroladas num endredon se abraçavam e ria das atitutes e situações que elas já tiveram nas inúmeras saídas com os homens. E em um abraço e outro, Camila sentia uma coisa estranha, um sentimento gostoso, uma certa atração pela amiga. O cheiro de seus cabelos, a faziam ter uma vontade incontrolável de sentir seus lábios. A bebida deixaram-as alegres, e desprendidas de medo, e o sentimento pareceu ser mútuo. Camila nunca tinha beijado uma menina antes. Mas o beijo molhado de sua amiga deixou-a conturbada, e ao mesmo tempo ansiosa em saber o que estava acontecendo com ela.
Sentimentos a inundava, memórias e situações que lhe aconteceram não muito tempo passavam pela cabeça como trailers de filme, e ela se sentiu livre, lembrou-se de tudo que havia passado, como coisas boas, e que não gostaria de tê-los novamente. E se entregou para uma nova atração. Toda a forma de carinho que ela precisava ela teve com sua amiga. O tesão que as duas sentiam foi aumentando, inesperamente, surprendentemente, e quase loucamente.
No quarto ao lado dos pais de Camila, elas se abraçavam, sem nenhuma palavra, sem desculpas, sem arrependimento, conseguiram dormir. Dormiu como a muito tempo não dormia. Mas, a sexta feira tinha acabado, e o novo dia estava amanhaçendo.
Sua vida tinha voltado ao normal. Mas ela não se sentia normal. Um tanto liberta de suas frustrações, de medos, de sentimentos reprimidos, de amores inacabados e com uma vontade louca de deixar passar a semana, e encontrar-se satisfeita nas surpresas de sexta feira novamente.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Conversando
- Pai, preciso conversar com você...
- Que foi meu filho... tá bem?
- não sei... tô me sentindo estranho já faz alguns dias...
- Por que? que tá havendo?
- Então, eu já tô com 20 anos, e vejo que tudo que eu fiz na vida, nada me acrescentou...
- Ah, chega nessa idade, todo mundo começa a rever o que fez, e fazer planos para o futuro. Isto é o amadurecimento, meu filho!
- Pode ser, mas eu deveria ter amadurecido antes, devia ter feito mais coisas, e perdido menos tempo com coisas fúteis.
- Eu sei meu filho, vc todo esse tempo só quiz se divertir. Mesmo sabendo que vc estava fazendo, eu nunca disse nada, pois sabia que um dia vc chegaria a se questionar sobre o que tem feito. E esse dia chegou...
- Tarde demais, eu nem fiz faculdade, não sei o que quero fazer... só arranjava uns bicos pra pagar minhas noitadas. Não construi nada...
- Muitas pessoas demoram pra aprender.
- Eu não quero saber das outras pessoas. Nunca me espelhei em ninguem... nunca quiz saber o que as pessoas estão fazendo de suas vidas.
- Talvez seja esse o problema. Você, nesse jeito egocêntrico de ver o mundo, não viu o quanto sua mãe trabalha pra pagar as contas da casa, nem como eu consegui me virar mesmo sem faculdade, ou então como tantas outras pessoas, se organizam e vivem bem com apenas 300 reais. Você não viu! Você não pegou como exemplos pra vc!
- Puxa pai, como vc deveria ter dito isso pra mim à anos atras. Tinha certeza que eu ouviria, e tentaria mudar.
- Você não mudaria. Porque vc não estava no processo de transformação. Sua mente estava fechada, e não ouviria ninguem que queira te ajudar.
- Mas vc e a mãe poderia ter tentado.
- E tentamos sempre, desde pequeno. Percebemos que vc não aprendia quando falávamos pra vc tomar cuidado com tudo que vc fazia. Percebemos que vc conseguia manipular as pessoas, como mentia para conseguir o que quer. E até como vc fazia tudo que vinha na sua cabeça.
- Não sou assim!
- Sim, é sim... sempre foi. Não meu filho, vc não é mau, você tem uma personalidade muito forte. Mas agredeço à Deus, por toda noite que eu rezei enquanto vc tava na rua, para que nada lhe acontecesse.
- Sei que vc não dormia, pai. E sempre estava preocupado comigo. E que muitas vezes me pegou em situações bem... constragedoras. Sinto muito pai. Por tudo que eu fiz pra vocÊ.
- Eu sei meu filho, eu já fui criança, ja fui adolescente e já estive em todas as situações que passou e que tá passando. E eu estava esperando esse dia, em que vc conseguisse se abrir, dizer o que tá sentindo, e querer melhorar.
- Eu quero mesmo pai. Mas me sinto tão sozinho, perdido, sem saber o que fazer. Como começar essa mudança?
- Calma, vc perceberá os passos que deve seguir aos poucos, vc não mudará do dia pro outro. Aprenda a fazer escolhas, a dizer Não, quando este será melhor pra vc, começa a sentir mais o que seu coração e a consciência está lhe dizendo. Assim, a mudança irá fluir de dentro pra fora.
- É verdade, pensamentos positivos, só atrairá coisas positivas. Vou tentar fazer isso. Você me ajuda?
- Filho, sempre e em todas as situações estarei ao teu lado. Sou seu melhor amigo. Como tua mãe é tua melhor amiga. O que ultimamente tem se esquecido.
- É pai... me desculpe.
- Te perdôo sempre. vc é meu filho. Agora acorde. E vá dizer à sua mãe que sempre amei e amarei ela....
Ah e que vejo ela dormir todos os dias, e ainda continua sendo a mulher mais linda desse mundo!
-Sim pai, obrigado. Precisava escutar vc. Desculpe por esses anos eu ter fugido de vc. Desculpe por não ter aproveitado, todo o tempo que vc estava em nossas vidas. Desculpe por tudo que eu tenho feito.
Boa Noite. Te amo muito!
- Que foi meu filho... tá bem?
- não sei... tô me sentindo estranho já faz alguns dias...
- Por que? que tá havendo?
- Então, eu já tô com 20 anos, e vejo que tudo que eu fiz na vida, nada me acrescentou...
- Ah, chega nessa idade, todo mundo começa a rever o que fez, e fazer planos para o futuro. Isto é o amadurecimento, meu filho!
- Pode ser, mas eu deveria ter amadurecido antes, devia ter feito mais coisas, e perdido menos tempo com coisas fúteis.
- Eu sei meu filho, vc todo esse tempo só quiz se divertir. Mesmo sabendo que vc estava fazendo, eu nunca disse nada, pois sabia que um dia vc chegaria a se questionar sobre o que tem feito. E esse dia chegou...
- Tarde demais, eu nem fiz faculdade, não sei o que quero fazer... só arranjava uns bicos pra pagar minhas noitadas. Não construi nada...
- Muitas pessoas demoram pra aprender.
- Eu não quero saber das outras pessoas. Nunca me espelhei em ninguem... nunca quiz saber o que as pessoas estão fazendo de suas vidas.
- Talvez seja esse o problema. Você, nesse jeito egocêntrico de ver o mundo, não viu o quanto sua mãe trabalha pra pagar as contas da casa, nem como eu consegui me virar mesmo sem faculdade, ou então como tantas outras pessoas, se organizam e vivem bem com apenas 300 reais. Você não viu! Você não pegou como exemplos pra vc!
- Puxa pai, como vc deveria ter dito isso pra mim à anos atras. Tinha certeza que eu ouviria, e tentaria mudar.
- Você não mudaria. Porque vc não estava no processo de transformação. Sua mente estava fechada, e não ouviria ninguem que queira te ajudar.
- Mas vc e a mãe poderia ter tentado.
- E tentamos sempre, desde pequeno. Percebemos que vc não aprendia quando falávamos pra vc tomar cuidado com tudo que vc fazia. Percebemos que vc conseguia manipular as pessoas, como mentia para conseguir o que quer. E até como vc fazia tudo que vinha na sua cabeça.
- Não sou assim!
- Sim, é sim... sempre foi. Não meu filho, vc não é mau, você tem uma personalidade muito forte. Mas agredeço à Deus, por toda noite que eu rezei enquanto vc tava na rua, para que nada lhe acontecesse.
- Sei que vc não dormia, pai. E sempre estava preocupado comigo. E que muitas vezes me pegou em situações bem... constragedoras. Sinto muito pai. Por tudo que eu fiz pra vocÊ.
- Eu sei meu filho, eu já fui criança, ja fui adolescente e já estive em todas as situações que passou e que tá passando. E eu estava esperando esse dia, em que vc conseguisse se abrir, dizer o que tá sentindo, e querer melhorar.
- Eu quero mesmo pai. Mas me sinto tão sozinho, perdido, sem saber o que fazer. Como começar essa mudança?
- Calma, vc perceberá os passos que deve seguir aos poucos, vc não mudará do dia pro outro. Aprenda a fazer escolhas, a dizer Não, quando este será melhor pra vc, começa a sentir mais o que seu coração e a consciência está lhe dizendo. Assim, a mudança irá fluir de dentro pra fora.
- É verdade, pensamentos positivos, só atrairá coisas positivas. Vou tentar fazer isso. Você me ajuda?
- Filho, sempre e em todas as situações estarei ao teu lado. Sou seu melhor amigo. Como tua mãe é tua melhor amiga. O que ultimamente tem se esquecido.
- É pai... me desculpe.
- Te perdôo sempre. vc é meu filho. Agora acorde. E vá dizer à sua mãe que sempre amei e amarei ela....
Ah e que vejo ela dormir todos os dias, e ainda continua sendo a mulher mais linda desse mundo!
-Sim pai, obrigado. Precisava escutar vc. Desculpe por esses anos eu ter fugido de vc. Desculpe por não ter aproveitado, todo o tempo que vc estava em nossas vidas. Desculpe por tudo que eu tenho feito.
Boa Noite. Te amo muito!
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