Eu entendo a noite como um oceano
Que banha de sombras o mundo de sol
A aurora que luta por um arrebol
De cores vibrantes e ar soberano
Um olho que mira nunca o engano
Durante o instante que vou contemplar
Além, muito além onde quero chegar
Caindo a noite me lanço no mundo
Além do limite do vale profundo
Que sempre começa na beira do mar
É na beira do mar
Ói, por dentro das águas há quadros e sonhos
E coisas que sonham o mundo dos vivos
Há peixes milagrosos, insetos nocivos
Paisagens abertas, desertos medonhos
Léguas cansativas, caminhos tristonhos
Que fazem o homem se desenganar
Há peixes que lutam para se salvar
Daqueles que caçam em mar revoltoso
E outros que devoram com gênio assombroso
As vidas que caem na beira do mar
É na beira do mar
E até que a morte eu sinta chegando
Prossigo cantando, beijando o espaço
Além do cabelo que desembaraço
Invoco as águas a vir inundando
Pessoas e coisas que vão se arrastando
Do meu pensamento já podem lavar
Ah! no peixe de asas eu quero voar
Sair do oceano de tez poluída
Cantar um galope fechando a ferida
Que só cicatriza na beira do mar
É na beira do mar
Zé Ramalho
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Não me espere!
Eu pedi pra vc me esquecer
Estou aqui e você lá...
O que posso fazer?
não sei, talvez, gritar?
Você não me ouviu...
Diversas vezes, e agora ouviria?
E hoje que você sorriu
Quem sabe voltar, eu poderia?
Hoje eu ouvi seu nome
Que agora me corrói
é uma tristeza profunda
E uma vontade que me destrói
Todo esse tempo distante
Que não respondi
São tentativas que antes
Arrependida, omiti
E nossa! nesse outono,
Sim, de ti me lembro
Faz apenas um ano
E vc iludido por dentro
Fui uma tola em acreditar
Que todo esse tempo
Não quizesse mais tentar
Você ainda se sente perdido?
E para você, o que fiz?
Que hoje me arrependo
como é que se diz?
Usar você, não mais pretendo!
Estou aqui e você lá...
O que posso fazer?
não sei, talvez, gritar?
Você não me ouviu...
Diversas vezes, e agora ouviria?
E hoje que você sorriu
Quem sabe voltar, eu poderia?
Hoje eu ouvi seu nome
Que agora me corrói
é uma tristeza profunda
E uma vontade que me destrói
Todo esse tempo distante
Que não respondi
São tentativas que antes
Arrependida, omiti
E nossa! nesse outono,
Sim, de ti me lembro
Faz apenas um ano
E vc iludido por dentro
Fui uma tola em acreditar
Que todo esse tempo
Não quizesse mais tentar
Você ainda se sente perdido?
E para você, o que fiz?
Que hoje me arrependo
como é que se diz?
Usar você, não mais pretendo!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Preciso Voar

Não passo um dia sequer pensando, e tentando solucionar meus problemas. Seria facil manter a calma, deixar o tempo me dizer o que é preciso fazer. Mas minha impaciência não perdoa. Nasci com asas, e pretendo voar todos os dias, quando me permitir.
Ás vezes acordo e olho ao meu redor, e me sinto enjaulada, perdida. Preciso saber o que será da minha vida. Preciso saber, o por que estou aqui!
Enquanto isso vivo a vida à minha maneira. Sei que muitas vezes incorretamente, e às riscas. E que algumas loucuras são de alguma forma meu refúgio. Na hora nada seria mais divertido. Mas a loucura e a insanidade passa, e me encontro no cotidiano. Profundamente, é o que me desagrada.
Não sinto mais prazer, profissionalmente. Relembro constantemente das coisas que já vivi, me deixando cada vez mais infeliz. Foi o dia em que acordava na madrugada e ia trabalhar de bicicleta e ouvindo música, dizendo "bom dia" à todos que cruzava pelo caminho. As horas passavam em segundos, e eu queria sempre mais! Nunca dispensei um minuto dessa minha vida, livre. Mas hoje eu percebo. Aquele era o meu lugar.
Sim, posso voltar, mas sei também que foi uma jornada. Que um dia eu também cansaria. E a minha escolha foi ficar aonde nasci.
Mas não é uma escolha permanecer.
Quero mais! Quero ver até onde eu posso chegar, quero minhas limitações. Quero conhecer lugares, pessoas. E sentimentos.
Passarinho. Um dia que você se sente livre, não gostaria à gaiola voltar!
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